Autor: Ismael Basílio

  • O Mínimo Sobre o Mercado Financeiro

    O Mínimo Sobre o Mercado Financeiro

    O que são companhias anônimas de capital aberto e capital fechado (As SA)?

    Companhias anônimas são formas jurídicas de constituir um negócio, em que o patrimônio é distribuído em ações podendo ser formada em dois estados:

    ● Aberta: São as Companhias listadas na bolsa de valores, aberta a acionistas em geral, dando a oportunidade de fazerem parte da do negócio. É comum que empresas maiores sejam abertas porque chegaram ao ponto de ter investimentos maiores, de um jeito mais fácil e rápido, a facilidade de os investidores de investir e resgatar.

    ● Fechada: São Companhias que podem ou não está listadas na bolsa de valores, em que o investimento ocorre de forma mais restrita, esse tipo de empresa mantém as ações na mão dos sócios. Podendo assim torná-los acionistas que não estão só esperando sua ação valorizar para resgatar.

    O que é a bolsa de valores?

    É um ambiente onde empresas de capital têm a oportunidade de oferecer suas ações e outros ativos, onde investidores podem comprar e vender de forma rápida as ações. Lembrando que é um local de perdas e ganhos.

    Quais as modalidades de investimentos que existem?

    ● Renda fixa: São investimentos onde se tem uma previsão de quando e quanto vai ser retornado ao investidor, atualmente se considera um investimento mais seguro. Dentro disso existem dois tipos:

    Pré fixados: São os que você já tem acesso a quanto seu dinheiro vai render.

    Pós Fixados: São os que dependem de algo e podem ser alterados (CDI, Selic ou IPCA).

    ● Renda Variável: É marcado por oscilações onde você não tem certeza se vai ganhar ou perder, depende de muitos fatores. Ao mesmo tempo que não se considera seguro é o que pode trazer uma maior rentabilidade (Quanto maior a chance de lucro maior a chance de perda).

    O que é uma ação e quais os tipos que existem?

    Uma ação é a menor fração do capital social de uma companhia, em que se pode investir e virar sócio dessa empresa. classificada em dois tipos:

    ● Ação Ordinária (ON): Esse modelo de ação garante aos investidores o direito de voto, como eleger membros do conselho de administração da empresa. Se uma empresa falir e ser liquidada, os detentores de ações ordinárias não receberão o dinheiro até que os credores e os detentores de ações preferenciais sejam pagos.

    ● Ação Preferencial (PN): Esse tipo de ação apresenta um grau diferenciado de direito de recebimento de dinheiro na empresa, podendo variar dos direitos de voto. Os investidores têm uma garantia de dividendo fixo com as ações preferenciais, os acionistas preferenciais são pagos antes dos acionistas ordinaristas, mas depois dos detentores da dívida, a empresa também tem o direito de comprar as ações dos acionistas a qualquer momento.

    Quais os tipos de investidores?

    ● Conservador: É aquele investidor que não está disposto a perder nada, não arriscar e prefere ter a segurança de um pequeno retorno do que tentar um maior com possibilidade de perder algo (Fundos DI, CDB, LCI, LCA, tesouro direto).

    ● Moderado: O moderador está disposto a assumir alguns riscos, como perdas controladas, por mais que ele aceite a possível perda, sempre é pequena (Fundos Multimercados, Fundos Imobiliários, Fundos de Ações).

    ● Agressivo: Esse sempre busca a maior rentabilidade, disposto a assumir grandes riscos, tentando multiplicar seu patrimônio a longo prazo (Investimento em ações, operações da bolsa).

    O que é o Balanço Patrimonial?

    É um relatório contábil que tem como objetivo avaliar a situação patrimonial e financeira de um negócio, em um determinado período de tempo. Realizado junto com um DRE, são relatórios essenciais para avaliar a viabilidade econômica de uma empresa, analisar os resultados e criar decisões estratégicas.

    O que é o Fluxo de Caixa a DFC?

    É a demonstração do fluxo de caixa, basicamente o relatório contábil fundamental para analisar a posição financeira da empresa em determinado momento, por meio da exibição detalhada de toda movimentação de dinheiro naquele período, como entradas e saídas de dinheiro da empresa.

    O que é a Demonstração do resultado do Exercício a DRE?

    É um documento elaborado anualmente pela empresa, detalhando do ponto de vista contábil e patrimonial como foram os resultados, feito normalmente em planilhas para facilitar a inclusão de informações e avaliações. Dessa maneira, ele é sempre elaborado após o fim do exercício financeiro (que começa em 1 de janeiro e vai até 31 de dezembro) e deve discriminar o resultado do exercício, ou seja, o resultado líquido do ano (receitas subtraídas das despesas). Podemos dizer que a DRE nada mais é do que um relatório que visa trazer, da maneira mais simples possível, informações referentes à receita, despesas, investimentos, custos e provisões da organização.

    O que é análise fundamentalista?

    A análise fundamentalista é aquela que estuda os fatores econômicos e a saúde financeira das empresas listadas na Bolsa. Ela consegue projetar os resultados no longo e médio prazo e, assim, determinar um preço justo para as ações, levando em consideração os aspectos macro e microeconômicos que impactam diretamente em seu desempenho na Bolsa. Para isso, os analistas fundamentalistas analisam os fatores da economia no geral, como taxa de juros, inflação, decisões públicas; as informações do setor em que a empresa em análise atua; e, por fim, os aspectos qualitativos e quantitativos da organização, como balanços, receitas, lucros, administração.

    O que é análise técnica?

    A análise técnica é formada por um conjunto de ferramentas gráficas que estudam o preço e o volume dos ativos. Por meio dela é possível encontrar a tendência de um determinado papel baseando-se no volume, quantidade de ativos disponíveis para negociação na Bolsa, e na oferta, que são a quantidade de compradores interessados.

    Autor Luydi Matheu Bentes Sousa – Web Desenvolvedor, Programador e Diretor de Tecnologia na Barovi Consultoria & Investimentos, graduando em Ciencia da Computação.

  • Quais os principais benefícios da Gestão de Processos?

    Quais os principais benefícios da Gestão de Processos?

    VOCÊ sabia que um resultado desejado é alcançado mais eficientemente quando as atividades e os recursos relacionados são gerenciados como um processo? Gestão de processos é planejar, acompanhar e aperfeiçoar constantemente os processos, tornando-os eficazes e efetivos. Essas condições agregam valor!

    As técnicas de gestão de processo se iniciam com a compreensão de que processos possuem entradas/inputs e saídas/outputs. Ela tem sido apontada como uma prática facilitadora de gestão institucional nas organizações que visam melhorias de desempenho e resultados, entre outras vantagens, ela pode otimizar os fluxos de informação e comunicação, transmitindo o engajamento e consequentemente os bons resultados dentro da empresa. ​ Os principais benefícios dessa gestão: ​

    • Identificar problemas e as correspondentes ações de melhoria;
    • Operações organizacionais;
    • Implantação de processos;
    • Estabelecer entradas e saídas dos processos;
    • Mapeias as interações existentes entre os vários processos;
    • Aplica técnicas analíticas para determinar falhas potenciais nos processos;
    • Planejamento estratégico;
    • Resultados.

    Ismael Basílio, CEO founder da BAROVI Consultoria & Investimentos, consultor de negócios especialista em gestão financeira, professor universitário, palestrante e comentarista de opinião.

  • Mudanças nos padrões de consumo, uma nova forma de se RELACIONAR

    Mudanças nos padrões de consumo, uma nova forma de se RELACIONAR

    O cliente do século XXI passou por inúmeras mudanças, tanto no seu padrão de consumo como em outros aspectos que tem sido fundamentais no momento da decisão de compra, e entender essas mudanças é questão de sobrevivência do seu negócio. Essas alterações no perfil e no comportamento do cliente, definem o relacionamento com este novo consumidor, ou seja, é necessário entender com clareza essas mudanças para definir as novas estratégias de abordagens e contatos com este novo público.

    A primeira e mais importante mudança do cliente que é necessário entender é que eles pertencem a gerações diferentes, que em determinados períodos de tempos, os seres humanos foram quebrando estereótipos da geração anterior e nisto moldando seus hábitos de consumo, visão de mundo, de coletivos etc.

    Neste sentido, a tecnologia tem um papel muito forte, neste rompimento entre as gerações, é possível afirmar que quanto maior o contato dessas gerações com a tecnologia, maiores as suas mudanças. Com seus tablets e smartfone em mãos, essas gerações mantem o controle da relação de compra, é possível por exemplo estar dentro de uma loja física, consultando preços nos seus aparelhos conectados a internet o que sem dúvida vai dar a eles mais clareza, poder de barganha ou até mesmo desistirem da compra.

    Em se tratando de gerações de consumidores, os estudiosos do assunto, dividem esses consumidores em cinco gerações que são, Baby boomers, X, Y e Z.

    Ismael Basílio, CEO founder da BAROVI Consultoria & Investimentos, consultor de negócios especialista em gestão financeira, professor universitário, palestrante e comentarista de opinião.

  • Nova economia: Um novo passo para o futuro

    Nova economia: Um novo passo para o futuro

    O mundo parece finalmente ter saído da idade média e entrado na “idade mídia”. Sabe-se que neste novo cenário, é necessário que as empresas tenham mais do que “armas digitais”, elas precisam ter uma “alma digital” para que consigam integralmente competir no mercado.

    Em uma década, uma nova economia começa a dar o ar da graça em terras brasileiras. Nesse sentido, entende-se por nova economia aquilo que representa todo o ciclo de transformação, que gera rupturas nas escalas de produção, mudança nos padrões de consumo e negócios, seja pelo acesso em larga escala, pela democratização, pela massificação da produção ou por novos hábitos dos consumidores. Tudo isso ocorre, dado a integração de tecnologias nas cadeias de valores e produção que, em tese, gera essa modificação no mercado. ​

    Como exemplos destas rupturas, temos a primeira revolução industrial com a máquina a vapor, a segunda revolução com a energia, possibilitando a massificação da produção, a terceira revolução com a invenção do computador pela IBM, e, por fim, a quarta revolução que vivemos atualmente, com associação da biologia, da tecnologia viva e da neurociência nas relações comerciais.

    No tocante a este conjunto de mudanças no mercado, nos últimos 10 anos, o Brasil passou a integrar definitivamente na sua cadeia de valor esse novo modelo econômico, isso porque, convergiu de uma vez por todas a tecnologia com os modelos de negócios atuais no Brasil.

    A transformação digital é a visão de globalização mais próxima do consumidor e de democratização do acesso, gerando uma economia descentralizada, capaz de conectar grandes organismos empresariais em qualquer parte do mundo, tais como: China, Índia, EUA, Japão, etc. ​

    Diante de tão bruscas e grandes transformações, a verdadeira mudança das organizações deve ser alquímica, ou seja, é preciso deixar de pensar como empresa e pensar como ecossistema, num mundo onde a “coopetição” é mais importante do que a competição. Para que as empresas possam pensar e agir como um ecossistema empresarial, a mineração de dados, a big data science, data analytics e o Business Intelligence devem ser integrados no negócio e utilizados como merecem, fornecendo informações rápidas, relevantes, fidedignas e tempestivas.

    Mapear os padrões de consumos e as mudanças de comportamento do mercado virou questão de sobrevivência, e isso, só será possível com a implantação de um sistema de gestão inteligente, mais flexível, rápido em reconhecer alterações e lógico para entender perfis, visto que o algoritmo dominou tudo, e isso é só. ​

    Autor Ismael Basílio da Silva – Consultor de Empresas, CEO da empresa Barovi Consultoria & Investimentos, graduado em Ciências contábeis, especialista em direito tributário, gestão financeira e mercado financeiros de capitais. Professor nos cursos de ciências contábeis e administração, palestrante e comentarista de opinião em jornais e revista da área financeira.

  • 5 Dicas Para Aumentar Sua Margem e Melhorar Seu Caixa

    5 Dicas Para Aumentar Sua Margem e Melhorar Seu Caixa

    Primeira dica, “Não misture finanças pessoas com as da Empresa”. Pois é, isso ainda é um problema na vida de muitos empresários, misturar despesas pessoais com despesas coorporativas. O recomendado é que você estabeleça um Pró labore* mensal capaz de satisfazer seu estilo de vida levando em consideração a capacidade da sua empresa de lhe pagar. ​

    Segunda dica, você deve saber exatamente se sua empresa tem lucro ou prejuízo, não fazer os controles de custos, despesas, retorno sobre o capital investido e vendas. Deixar de controlar ou medir esses fatores é um grande erro do empreendedor. Parece não ter tanta importância, mas deixar de medir esses indicadores está entre os principais motivos de FALÊNCIA das empresas. O controle de despesas por exemplo permite a desoneração, planejamento e controle das mesmas, o que por sinal devem ser acompanhadas diariamente, porque despesas é igual unha, cresce todo dia.

    Terceira dica, não saber ao certo a margem de contribuição dos seus produtos. Outro grande erro cometido é não ter conhecimento exato deste indicador de grande importância. Pela MC é possível encontrar o ponto de equilíbrio, definir ações de marketing e politicas de descontos, também é possível auxiliar na retirada da taxa de atratividade do produto, assim como no índice de expansão da empresa;

    Quarta dica, não adotar uma gestão financeira eficaz, continua e fidedigna. Não controlar estoque, vendas, margem de contribuição, despesas, custos e etc. é uma grande falha da gestão, pois uma empresa sem uma gestão financeira é um barco a deriva que pode naufragar a qualquer momento. Essa gestão pode ser feita com simples planilhas até software avançados de finanças, o importante é ter os controles financeiros;

    E por fim, a quinta dica e a mais importante, não tente elevar a todo custo às vendas sem os devidos controles da gestão financeira, achando que pra pagar as contas, necessita simplesmente vender mais que é outro grande erro. A elevação das vendas sem uma boa gestão financeira pode ser o início da mortalidade da sua empresa, pois 80% das empresas falidas no Brasil nos últimos 4 anos, faliram tentando expandir. Com isso, estabeleça análises e controles sistemáticos e contínuos, que sejam capazes de medir com clareza e precisão os indicadores financeiros e comerciais para tomadas de decisão inteligente.

    Ismael Basílio, CEO founder da BAROVI Consultoria & Investimentos, consultor de negócios especialista em gestão financeira, professor universitário, palestrante e comentarista de opinião.

  • Certezas de Mercado

    Certezas de Mercado

    Quando Deus menciona as profecias escatológicas nas escrituras sobre o final dos tempos, Ele usa a palavra “tempos” no plural. O curioso é que diante do que vivemos – frente a esta pandemia, um tempo se acabou e outro está nascendo, e as pessoas estão desapercebidas diante desse acontecimento.

    Sabe-se que no plano espiritual esta analogia se encaixa perfeitamente, mas nesse momento quero direcionar esse texto para o mercado,

    Numa bela manhã de março de 2020, 50 países fecham suas fronteiras e naquele momento eu ouço falar pela primeira vez na vida sobre a possibilidade de ocorrer o “Lockdown” em diversos países do mundo.

    Sou consultor de negócios há mais de 6 anos, com formação e especialização na área, e pelas minhas análises, isso comprometeria seriamente a saúde financeira das empresas – até escrevi um texto intitulado “Medidas que podem matar mais que o coronavírus”, que está no meu feed das minhas redes socias em postagens anteriores a esta. Pois bem, no tocante à paralisação, ao fechamento dos negócios e o cerceamento do direito de ir e vir do ser humano, poderia levar a uma histórica crise financeira mundial, ou pelo menos era assim que desencabeçava minhas análises. Obviamente que era esperado uma intervenção financeira estatal, mas nem o Estado, esse gigante, leviatã, hobbesiano e opressor seria capaz de evitar uma eminente recessão financeira.

    As grandes cidades fecham o comércio, cancelam os shows e lugares de aglomerações como shoppings, universidades e escolas estavam proibidos de funcionar. A vida que nós conhecemos, passou a ter um relacionamento amargo, anêmico e apático, com as medidas que se faziam necessárias. O isolamento tirou de nós o calor das relações, o sorriso das rodas de amigos em rolês aleatórios.

    Em casa, o ser humano passou a adotar novos padrões de consumo, produtos antes considerados supérfluos ou de pouco uso, passou a ser essencial.

    Os negócios aprenderam a fazer novos “negócios”, entre eles, aprenderam a vender pelos canais tecnológicos, pelas mídias e redes sociais, a comodidade, a segurança e a saúde dos consumidores tinham que ser atendida, aí o delivery passou a ser super-herói das farmácias, restaurantes, supermercados e de lojas de departamentos, que acreditem, mesmo com as portas fechadas não deixaram de funcionar, alguns até com faturamento maior.

    O mercado que conseguiu inovar venceu com trancos e barrancos, os que possuíam no seu DNA empresarial a cultura de inovação, avisaram que poderiam fechar suas lojas físicas por até dois anos sem problemas nenhum, pois possuíam mecanismos de canais de venda online e planejamento de caixa para longo prazo.

    No decorrer da história, já houve muitas mudanças na economia e nos negócios, mas nenhuma delas tão rápida e brutal como esta. O fim de um tempo, para o início de outro.

    No fim, a única certeza que temos do mercado é que ele irá mudar constantemente.

    Autor Ismael Basílio da Silva – Consultor de Empresas, CEO da empresa Barovi Consultoria & Investimentos, graduado em Ciências contábeis, especialista em direito tributário, gestão financeira e mercado financeiros de capitais. Professor nos cursos de ciências contábeis e administração, palestrante e comentarista de opinião em jornais e revista da área financeira.